Aumentar a fonte do texto Normalizar a fonte do texto Diminuir a fonte do texto   
Aumentar a fonte do texto Normalizar a fonte do texto Diminuir a fonte do texto   
  
Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

ATENÇÃO DOMICILIAR NO ÂMBITO DO SUS (PROGRAMA MELHOR EM CASA)



A atenção domiciliar (AD), cujas ações são implementadas, no âmbito do Ministério da Saúde, pela Coordenação-Geral de Atenção Domiciliar (CGAD)), constitui uma nova modalidade de atenção à saúde, substitutiva ou complementar às já existentes, oferecida no domicílio e caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação, com garantia da continuidade do cuidado e integrada às Redes de Atenção à Saúde.

Configura-se como atividade a ser realizada na atenção básica pelas equipes de atenção básica (eAB) e pelos Serviços de Atenção Domiciliar (SAD) para atender pessoas incapacitadas ou com dificuldade de locomoção. O processo do cuidar em AD está ligado diretamente aos aspectos referentes à estrutura familiar, à infraestrutura do domicílio e à estrutura oferecida pelos serviços para esse tipo de assistência.

Deverá, portanto, ser organizada em três modalidades: AD1, AD2 e AD3, e definida a partir da caracterização do paciente, do tipo de atenção e dos procedimentos utilizados para a realização do cuidado.

A atenção domiciliar visa a proporcionar ao paciente um cuidado contextualizado a sua cultura, rotina e dinâmica familiar, evitando hospitalizações desnecessárias e diminuindo o risco de infecções.

Além disso, potencializa uma melhor gestão dos leitos hospitalares e o uso mais adequado dos recursos, como também serve de "porta de saída" para a rede de urgência/emergência, diminuindo a superlotação nesses serviços, sendo, assim, um dos componentes da Rede de Atenção às Urgências e Emergências .

A Portaria 1.208 de 18 de junho de 2013 integra os programas Melhor em Casa e SOS Emergências, possibilitando que cada hospital do SOS Emergências possua uma

Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD tipo I) para além do teto máximo de equipes do SAD do município. Entre os objetivos da integração destacam-se a busca ativa de pacientes elegíveis, o apoio e matriciamento das equipes do hospital para identificação destes usuários e a desospitalização segura e efetiva, articulada e integrada com a rede de saúde do território. Para mais informações acesse o Manual Instrutivo para Adesão dos Hospitais do SOS Emergências ao Programa Melhor em Casa.

  • items mirrored twice, total of 12
Os SAD do Programa Melhor em Casa compõem a Rede de Atenção à Saúde e devem estar integrados mediante o estabelecimento de fluxos assistenciais, protocolos clínicos e de acesso, e mecanismos de regulação, em uma relação solidária e complementar.

Modalidade AD1 – Atenção Básica Modalidade AD2/AD3 – Melhor em Casa (SAD)
Destina-se a pacientes que possuam problemas de saúde controlados/compensados e com dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até uma unidade de saúde; e/ou pacientes que necessitem de cuidados de menor intensidade, incluídos os de recuperação nutricional, de menor frequência de visitas, com menor necessidade de recursos de saúde e dentro da capacidade de atendimento de todos os tipos de equipes que compõem a atenção básica.

Destina-se, na modalidade AD2, a usuários que possuam problemas de saúde e dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até uma unidade de saúde e que necessitem de maior frequência de cuidado, recursos de saúde e acompanhamento contínuo, podendo ser oriundos de diferentes serviços da rede de atenção, com necessidade de frequência e intensidade de cuidados maior que a capacidade da rede básica. A modalidade AD3 destina-se aos usuários semelhantes aos da AD2, mas que façam uso de equipamentos específicos. São pacientes de maior complexidade que dificilmente terão alta dos cuidados domiciliares.

- Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD)
- Equipe Multiprofissional de Apoio (EMAP)
A equipe multidisciplinar de atenção domiciliar (EMAD) deverá ser referência para uma população de 100 mil habitantes, com base no local de residência do usuário, e poderá estar alocada nos diversos tipos de estabelecimentos de atenção à saúde (tais como hospitais, Unidades de Pronto-Atendimento - UPA, Unidades Básicas de Saúde - UBS), necessitando estar vinculada administrativamente ao SAD, não devendo haver superposições de EMAD em uma mesma base territorial ou populacional.

É prevista a possibilidade de existência de EMAD de referência para agravos e situações específicas, como neonatologia, e, nesses casos, poderá cobrir população maior que 100 mil pessoas.

Nos casos de municípios com população abaixo de 150.000 mil habitantes, a população adscrita à EMAD deve ser a totalidade dos habitantes do município.

Para realizar o cuidado aos pacientes em AD, as EMAD poderão ter apoio das equipes multiprofissionais de apoio (EMAP). Caso o município tenha uma (1) EMAD, poderá contar com o apoio de uma (1) EMAP. A cada três (3) EMAD a mais, o município poderá contar com o apoio de mais uma (1) EMAP.

Acesse a Portaria GM/MS nº 963 de 27 de maio de 2013 e o Manual Instrutivo do Melhor em Casa com as informações sobre a elaboração do projeto de adesão ao Programa.

Portal do Conhecimento





Materiais de Apoio
- Informes Atenção Domiciliar

Outros Documentos

Vídeos
- Coordenador da Atenção Domiciliar convida gestores e trabalhadores do SUS a participar do Laboratório de Inovação
- Tutoriais RAAS-AD