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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Prticas Integrativas e Complementares

O campo das prticas integrativas e complementares contempla sistemas mdicos complexos e recursos teraputicos, os quais so tambm denominados pela Organizao Mundial da Sade (OMS) de medicina tradicional e complementar/alternativa (MT/MCA). Tais sistemas e recursos envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de preveno de agravos e recuperao da sade por meio de tecnologias eficazes e seguras, com nfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vnculo teraputico e na integrao do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens abrangidas nesse campo so a viso ampliada do processo sade-doena e a promoo global do cuidado humano, especialmente do autocuidado.

Com a publicao da Poltica Nacional de Prticas Integrativas e Complementares (PNPIC), a homeopatia, as plantas medicinais e fitoterpicas, a medicina tradicional chinesa/acupuntura, a medicina antroposfica e o termalismo social-crenoterapia foram institucionalizados no Sistema nico de Sade (SUS).

Todas as aes decorrentes das polticas nacionais voltadas integrao das prticas integrativas e complementares ao SUS, principalmente quando se utilizam plantas medicinais e derivados como recurso teraputico, perpassam pelo entendimento e valorizao da multiculturalidade e interculturalidade, por gestores e profissionais de sade, para maior equidade e integralidade da ateno.

Interculturalidade pode ser entendida como modo de coexistncia no qual os indivduos, grupos e instituies, com caractersticas culturais e posies diferentes, convivem e interagem de forma aberta, inclusiva, horizontal, respeitosa e se reforam mutuamente, em um contexto compartilhado.

Assim, a Poltica Nacional de Ateno Bsica preconiza que esse nvel de ateno considera o sujeito em sua singularidade e insero sociocultural, buscando produzir a ateno integral.

Na relao intercultural, busca-se favorecer o entendimento de pessoas com culturas diferentes, em que a escuta e o enriquecimento dos diversos espaos de relao so facilitados e promovidos visando ao fortalecimento da identidade prpria, do autocuidado, da autoestima, da valorao da diversidade e das diferenas, alm de proporcionar o desenvolvimento de uma conscincia de interdependncia para o benefcio e desenvolvimento comum.