Atendendo a convite do Ministério de Saúde e Proteção Social da Colômbia, a equipe responsável pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Brasil participou, hoje (6), de videoconferência com objetivo de apresentar a experiência brasileira na produção da política.
O encontro virtual, realizado na semana em que a PNPIC completa 10 anos, possibilitou troca de experiências valiosas entre os dois países, e deve colaborar com o processo de formulação da política da Colômbia, que, recentemente, criou um comitê de trabalho para formular a “Política Pública de Desenvolvimento das Medicinas e Terapias Alternativas e Complementares”.
De acordo com o membro convidado do Núcleo de PICs do Departamento de Atenção Básica/MS, Olivia Ugarte, a troca reflete a constante contribuição do Brasil pela disseminação das PICS: “foi uma experiência muito válida de compartilhamento, quando também pudemos conhecer a realidade de outro país da América do Sul, e com a satisfação de ser uma referência”.
“Nossa vivência é referência internacional porque o Brasil se destaca por ter as Práticas dentro do Sistema Único de Saúde. O objetivo da conversa que fizemos hoje foi a de passar a experiência brasileira, mas esperamos também ter a oportunidade de conhecer mais sobre a vivência deles, que trouxeram questionamentos muito interessantes”, afirmou Daniel Miele, também membro convidado do Núcleo de PICs do Departamento brasileiro.
A expectativa colombiana com a troca é de alimentar o trabalho iniciado pelo comitê que busca a construção de uma política, além de avançar em lutas já iniciadas, como as relativas à valorização e regulamentação das medicinas tradicionais colombianas, indígenas e tradicionais.
Experiência do Brasil pelo mundo
O Sistema Único de Saúde, um sistema universal e público para uma população com mais de 200 milhões de habitantes, tornou o Brasil uma referência internacional. Mas o país também é lembrado por ampliar a abordagem sobre o cuidado na Atenção Básica com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), o que o coloca em posição de destaque mesmo frente a países com sistemas parecidos.
Estados como Inglaterra, Canadá, Austrália e Estados Unidos têm mostrado que uma crescente parcela de seus cidadãos busca estas práticas, de maneira igualmente crescente, para seus cuidados em saúde. Mas, em grande parte das experiências internacionais, as Medicinas Tradicionais, Complementares e Alternativas ainda são ofertadas por fora do sistema convencional, diferente do que acontece no Brasil.
Nesse contexto, a experiência brasileira tem sido apresentada em diversos eventos da Organização Mundial de Saúde nos últimos anos e se tornado pauta em cooperações internacionais organizadas pelo Brasil com o objetivo de promover a troca de experiências, a reflexão e o diálogo sobre a implantação e implementação das PICS.
Saiba mais sobre a reunião enviando um e-mail para a equipe PICS do MS: pics@saude.gov.br