Aumentar a fonte do texto Normalizar a fonte do texto Diminuir a fonte do texto   
Aumentar a fonte do texto Normalizar a fonte do texto Diminuir a fonte do texto   
  
Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

A sua unidade atende adolescentes desacompanhados?

Data de publicao: 13/07/2017

Segundo o Estatuto da Criana e do Adolescente, o acolhimento um direito, mesmo sem a presena dos pais ou responsveis

O Ministério da Saúde (MS) iniciou uma campanha de esclarecimento e conscientização quanto à obrigatoriedade do atendimento de adolescentes desacompanhados pelas Unidades Básicas de Saúde. A premissa é reforçada pelos códigos de ética de todas as categorias profissionais de saúde e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que hoje completa 27 anos.

A campanha é resultado de parceria entre a Coordenação Geral da Saúde de Adolescentes e Jovens (CGSAJ) do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (DAPES) e o Departamento de Atenção Básica (DAB).

Segundo o MS, são considerados adolescentes os indivíduos na faixa etária de 10 a 19 anos incompletos. Eles devem ser acolhidos independentemente do conhecimento ou presença dos pais ou responsáveis.

Sigilo

O ECA traça recomendações específicas sobre o direito à saúde dos adolescentes, com destaque para a preservação de sua autonomia e do sigilo.

Nota técnica construída pela CGSAJ afirma que a revelação de determinados fatos para os responsáveis legais, como as questões relacionadas à saúde sexual e saúde reprodutiva, pode trazer consequências danosas para o adolescente, pra além da consequente perda do vínculo e da confiança na relação desses jovens com a equipe local de saúde.

Os profissionais de saúde que se sentirem desconfortáveis no atendimento a essa população desacompanhada pode desenvolver diversas estratégias para garantir o acesso, como, por exemplo, chamar um outro membro da equipe para acompanhar o exame clínico.

É importante ressaltar que a inclusão da família pode ser feita ao longo da atenção à saúde do adolescente de acordo com a necessidade identificada pela equipe multidisciplinar, como em casos em que o adolescente se coloque em risco ou coloque outras pessoas em risco de saúde.

A pessoa responsável não será necessariamente o pai, a mãe, ou outro parente, mas uma pessoa da confiança ou do círculo de convívio do adolescente – lembrando que a indicação deve ser feita pelo próprio.

Cuidando da saúde do Adolescente

Dados dos sistemas de informação oficiais do Ministério da Saúde revelam que o HIV, a Sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) vem aumentando consideravelmente nessa faixa etária no Brasil.

Frente ao quadro, a Coordenação Geral da Saúde de Adolescentes e Jovens (CGSAJ) do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (DAPES) lançou, em março de 2017, a Agenda Proteger e Cuidar de Adolescentes na Atenção Básica que inclui diversas estratégias para a promoção da garantia do direito à saúde de adolescentes.

Entre elas, a promoção de webpalestras que desmistificam a questão do atendimento dos jovens desacompanhados dos pais e responsáveis, o acesso a métodos, testes rápidos, vacinas, e demais serviços de saúde.

A primeira conferência online foi realizada em abril pelo médico hebiatra e psicoterapeuta Marcelo Amaral. Atuante do Núcleo de Apoio da Saúde da Família de Brazlândia, no Distrito Federal, o convidado esclarece dúvidas referentes ao atendimento de indivíduos de 10 a 19 anos.

Assista e compartilhe:

 


Fonte: -
Autor(es): -